Análise da percepção de risco da teleterapia dos serviços de radioterapia da região metropolitana do Rio de Janeiro

Adam de Freitas Burgos, Roberto Salomon de Souza, Eduardo de Paiva

Resumo


Atualmente existem poucas aplicações sobre a análise de risco em procedimentos relacionados à radioterapia, principalmente na prática de teleterapia. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção dos níveis de risco, presentes na prática de teleterapia (somente ao uso de aceleradores lineares), através de um formulário baseado no conceito da matriz de risco e em um banco de dados (SEVRRA) contendo informações sobre os processos referentes à rotina da teleterapia. Foi entregue para um físico médico de cada serviço, um formulário contendo informações referentes ao procedimento de teleterapia e um anexo indicando como preenche-lo adequadamente. Os resultados mostram que, de acordo com a opinião dos 16 físicos-médicos participantes, seis destas análises apresentaram um percentual de risco priorizado acima de 50 %, outras cinco apresentaram um percentual de risco priorizado entre 0 e 50%, e as restantes tiveram um percentual de risco priorizado nulo. Dois grupos de etapas apresentaram a maior incidência de processos classificados com riscos alto e muito alto: grupo de registros e planejamento do tratamento e grupo de equipamentos. Com isso foi possível encontrar os processos de maior risco destes grupos de etapas. Por fim, foi realizada uma análise sobre a eficiência dos controles mais presentes no formulário proposto. Dos quatro controles mais incidentes, três deles apresentaram um percentual de eficiência acima de 80 %, sendo viável os seus contínuos usos nos serviços analisados, assim como servindo de recomendação para o uso em outros serviços não analisados. Este estudo mostrou que, mesmo existindo um histórico considerável de acidentes para o procedimento de teleterapia, é possível não só identificar os riscos de maior expressão, mas também mitigar os mesmos, com base em ações e recomendações cabíveis para cada caso analisado adequadamente.


Palavras-chave


Risco em radioterapia; Percepção de risco; Proteção radiológica; Teleterapia; Radioterapia

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Referências


International Atomic Energy Agency, IAEA. Lessons learned from accidents in radiotherapy. Safety Reports Series No. 17. Vienna: IAEA, 2000.

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DOI: http://dx.doi.org/10.29384/rbfm.2015.v9.n3.p38-41

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