Levantamento de Doses em Tomografia Computadorizada em Protocolos de Crânio e Tórax

Giordana Salvi de Souza, Ana Paula Pastre Froner, Ana Maria Marques da Silva

Resumo


Pesquisas sobre estimativas de dose para diferentes modalidades de imagens médicas mostram variações significativas para o mesmo exame em distintas instituições de saúde ou para grupos de pacientes com características semelhantes. Para assegurar que as doses estão otimizadas, níveis de referência diagnóstica (NRD) devem ser determinados, possibilitando a identificação de procedimentos fora dos padrões ideais. O objetivo deste estudo é apresentar um levantamento retrospectivo de indicadores de dose em exames de tomografia computadorizada de crânio e tórax, em termos de DLP (Dose-Length Product) e dose efetiva, para pacientes adultos e pediátricos, comparando-os com NRD encontrados na literatura. O estudo foi realizado com dados de 293 pacientes submetidos à tomografia computadorizada de crânio e 146 de tórax, divididos em faixas etárias (0┤1; 1┤5; 5┤10; 10┤15; >15). Para crânio, o terceiro quartil do DLP e doses efetivas são, em sua maioria, maiores do que os NRD da literatura, principalmente para crianças de 5 ┤10 anos (800 mGy.cm; 3,3 mSv) e 10┤15 anos (969 mGy.cm; 2,6 mSv). Para exames de tórax, apresar dos DLP serem próximos dos NRD, uma alta variabilidade é observada, e as doses efetivas são maiores para todas as idades. Conclui-se que o levantamento de indicadores de dose em exames de tomografia computadorizada e sua comparação com NRD constituem uma importante ferramenta para a otimização de doses em pacientes.


Palavras-chave


dosimetria; tomografia computadorizada; dose efetiva; nível de referência diagnóstica

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