Análise preliminar das doses para avaliação da qualidade da imagem em exames radiográficos na Radiologia Veterinária

Ana Carolina B. C. F. Pinto, Mayara T. P. Dias, Andréa C. Santos, Camila S. Melo, Tânia A. C. Furquim

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar a dose radiológica e a qualidade da imagem da carta técnica utilizada para a realização de radiografias de tórax e coxal de animais das espécies canina e felina. O estudo foi realizado no serviço de Diagnóstico por Imagem do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, em dois equipamentos convencionais. Inicialmente, foram coletados dados acerca das características físicas dos animais e da técnica utilizada para cada um dos 188 exames radiográficos de tórax e 52 exames de coxal. Os animais foram alocados em diferentes grupos, de acordo com seu peso corpóreo. Para cada grupo, foram calculadas as médias de cada quesito: espessura da região a ser radiografada, tensão, corrente elétrica, tempo de exposição, produto corrente-tempo, tamanho do filme utilizado, presença ou ausência de bucky e foco (fino ou grosso). Com base nas médias do grupo de tamanho intermediário M (pesos menores que 5 kg para gatos e entre 10,1 kg e 20 kg para cães), realizou-se a análise física da carta técnica atual, frente ao uso dos instrumentos: câmara de ionização (para determinação do valor de kerma no ar), objetos simuladores (representativos da espessura do animal) e três dispositivos padrões de teste que avaliam resolução espacial, resolução em baixo contraste e contraste-detalhe. As imagens obtidas foram analisadas e comparadas por um físico e uma médica veterinária radiologista. Os resultados mostraram que os exames fornecem doses consideradas altas para técnicas utilizadas principalmente para coxal. O equipamento A, apesar de fornecer doses mais altas, apresenta as melhores imagens para a maioria das projeções. Porém, o estudo indica que, mesmo não havendo níveis de referência, estes exames devem passar por melhoria de qualidade de imagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.29384/rbfm.2010.v4.n1.p67-70

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