Comparação Entre os Sistemas CR e DR Utilizados na Mamografia

Autores

  • Fátima Faloppa Rodrigues Alves Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-3319-031X
  • Silvio Ricardo Pires Departamento de Informática em Saúde Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo http://orcid.org/0000-0003-2532-8726
  • Eny Moreira Ruberti Filha Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo http://orcid.org/0000-0001-7075-4797
  • Simone Elias Martinelli Departamento de Ginecologia Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-9909-0717
  • Regina Bitelli Medeiros Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo http://orcid.org/0000-0001-8487-0473

DOI:

https://doi.org/10.29384/rbfm.2015.v9.n1.p2-6

Resumo

Nosso objetivo foi comparar os parâmetros de desempenho dos sistemas mamográficos digitais e avaliar a qualidade das imagens associada as doses médias glandulares (DMG). Os parâmetros de qualidade e as DMG foram avaliados de acordo com protocolo europeu. A qualidade da imagem foi verificada utilizando o simulador CIRS11A. A DMG foi estimada para 1071 pacientes, sendo 799 exames realizados em sistema CR-Kodak utilizando os mamógrafos Performa-GE, MIV-LORAD e 12 placas fluorescentes (IP). Os demais exames foram realizados no sistema DR-Senographe DS-GE. Para a estimativa da DGM foram considerados os dados técnicos e espessuras dos tecidos mamários. Foram detectadas diferenças importantes na comparação dos parâmetros de qualidade entre os sistemas, bem como nas DMG. Utilizando o sistema DR foi possível detectar todos os tamanhos dos objetos existentes no simulador utilizando doses mais baixas. Ficou evidente as diferenças tecnológicas no que se refere aos parâmetros físicos que influenciam na qualidade da imagem e nas doses de radiação.

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Biografia do Autor

Fátima Faloppa Rodrigues Alves, Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Ciências da Saúde e Mestrado em Ciências Radiológicas, ambos pela Universidade Federal de São Paulo. Especialista em Radiodiagnóstico certificado pela Associação Brasileira de Físicos em Medicina e Bacharel em Física pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua nas área de Radiologia Analógica, Digital, Controle de Qualidade em Radiodiagnóstico e Medicina Nuclear.

Silvio Ricardo Pires, Departamento de Informática em Saúde Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo

Professor Adjunto do Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Doutorado em Ciências da Saúde Coletiva e Mestrado em Ciências Radiológicas, ambos pela Universidade Federal de São Paulo. Especialista em Radiodiagnóstico certificado pela Associação Brasileira de Física Médica, Bacharel em Física pela Universidade de São Paulo. Atua na área de Radiologia Analógica, Digital através de aplicações da Informática em Saúde.

Eny Moreira Ruberti Filha, Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Ciências da Saúde, Mestrado em Ciências Radiológicas e Especialização em Física Médica, todos pela Universidade Federal de São Paulo. Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Mackenzie. Bacharel em Tecnologia de Soldagem pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC) da Universidade Estadual de São Paulo. Atua na área de Radiologia Analógica e Digital.

Simone Elias Martinelli, Departamento de Ginecologia Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo

Pós-Doutorado em Radiologia Clínica, Doutorado em Medicina, Mestrado em Ginecologia, todos pela Universidade Federal de São Paulo. Bacharel em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Atua na área de Mastologia (clínica, diagnóstico e cirurgia) especializada em: câncer de mama (rastreamento, detecção precoce e diagnóstico), mamografia (tela-filme e digital), diagnóstico em Mastologia (procedimentos invasivos), controle de qualidade e proteção radiológica em mamografia.

Regina Bitelli Medeiros, Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo

Pós-Doutorado pela University of Chicago. Doutorado em Ciências Radiológicas pela Universidade Federal de São Paulo. Bacharel em Fisica pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em Radiodiagnóstico certificado pela Associação Brasileira de Físicos em Medicina. Supervisora de Proteção Radiológica pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. Atua nas áreas de Garantia da Qualidade no Diagnóstico por Imagem, Dosimetria das Radiações e Proteção Radiológica.

Referências

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Publicado

2016-05-12

Como Citar

Alves, F. F. R., Pires, S. R., Ruberti Filha, E. M., Martinelli, S. E., & Medeiros, R. B. (2016). Comparação Entre os Sistemas CR e DR Utilizados na Mamografia. Revista Brasileira De Física Médica, 9(1), 2–6. https://doi.org/10.29384/rbfm.2015.v9.n1.p2-6

Edição

Seção

Artigo Original