Avaliação das Exposições Ocupacionais Internas em Medicina Nuclear – Dificuldades e Alternativas

Bernardo Maranhão Dantas, Eder Augusto de Lucena, Ana Letícia Almeida Dantas, Salomão Marques de Oliveira

Resumo


Profissionais que manipulam radiofármacos para fins de diagnóstico e terapia em medicina nuclear estão sujeitos à incorporação de radionuclídeos via inalação e ingestão. Os aspectos de proteção radiológica desta prática são regulamentados pela CNEN, sendo que a AIEA recomenda a implantação de programas de monitoração ocupacional quando houver risco de doses efetivas anuais superiores a 1 mSv. O controle de incorporações de radionuclídeos pode ser realizado por meio de técnicas de dosimetria interna. Atualmente, no Brasil, não existem laboratórios suficientes capacitados a prestar serviços de monitoração interna para atender a toda a demanda caso esta exigência seja  aplicada pela CNEN. Este artigo apresenta um panorama da situação atual no Brasil e as alternativas técnicas economicamente viáveis a fim de tornar factível a implantação de programas rotineiros de monitoração interna de trabalhadores ocupacionalmente expostos a riscos significativos de exposição a radionuclídeos manipulados em medicina nuclear.

Palavras-chave


Medicina Nuclear, Proteção Radiológica, Física Médica

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DOI: http://dx.doi.org/10.29384/rbfm.2019.v13.n1.p122-127

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