Metodologia de análise e interpretação dos indicadores de exposição (EI) e seus desvios (DI) em radiologia computadorizada

Laura Ferreira Braga, Ricardo de Barros Pimentel, Thiago Souza Dias, Murilo Assunção Felisberto, Regina Bitelli Medeiros, Francisco S.A. Salido, Rodrigo Azambuja Neves, Silvio Ricardo Pires, Marcelo Baptista Freitas

Resumo


O indicador de exposição (EI) é um parâmetro numérico que fornece uma estimativa da quantidade de radiação que alcançou o detector em sistemas de imagem digitais. Este indicador na radiografia computadorizada (CR) pode auxiliar os técnicos na busca da condição ótima na relação entre dose e qualidade de imagem. Um indicador de exposição alvo (EIT) deve ser definido pela instituição para cada sistema radiográfico digital e para cada tipo de exame/projeção. O desvio do indicador de exposição praticado (EI) em relação ao valor esperado (EIT), para um exame radiológico específico, pode ser avaliado por um índice de desvio (DI). O TG-116 da AAPM estabeleceu limites e ações relacionados a valores de DI. Em 2018, o TG-232 da AAPM realizou um estudo sobre a implementação prática das recomendações do TG-116, propondo novos limites e ações, agora baseados no desvio padrão (DP) da distribuição de DI. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi analisar as distribuições de DI dos principais exames praticados em um setor de radiologia convencional de um hospital especializado, levando em conta os aspectos descritos no TG-232 da AAPM. No total, foram analisados 975 dados de EI e DI para tórax (PA, AP e LAT) e uretrocistografia (abdome AP), de um sistema de radiografia computadorizada (CR). O resultado das distribuições de DI dos exames mostrou que os valores de DI mais frequentes estão distantes do recomendado (DI=0), embora as imagens tenham sido consideradas clinicamente aceitáveis. Isso pode sugerir que os valores do indicador de exposição-alvo (EIT) não foram definidos dequadamente ou que os parâmetros de exposição utilizados pelos técnicos/tecnólogos devem ser revistos. Além disso, os limites de ação para o DI definidos em ±1 e ±2DP, como recomendado pelo TG-232, fornecem uma melhor interpretação das ações que devem ser implementadas no setor.

Palavras-chave


Física Médica;Radiodiagnóstico;Radiologia;Proteção Radiológica

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.29384/rbfm.2019.v13.n3.p33-37

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